Assembléias de Deus

Assembléias de Deus
Selo da unidade no centenário


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sábado, 30 de janeiro de 2010

Casamento é uma viagem!



"Viajar com quem se ama pode ser prazeroso,mas nem é o que acontece.
Por que?"
Se você quer conhecer bem uma pessoa, faça
uma viagem de muitos dias com ela. Na medida em que o tempo for passando e a nível familiaridade for aumentando, a pessoa vai deixando vazar tudo aquilo que não deixaria num relacionamento rápido e superficial.
Casar é conhecer, e se conhece o cônjuge na medida em que a viagem vai acontecendo. Você já observou que todo quadro quando visto de longe é perfeito, porém, quando nos aproximamos, os defeitos vão aparecendo e concluímos que, não existe artista perfeito.
Durante o período do namoro, os dois contemplam o quadro de longe, e dá a impressão de que é perfeito, mas é no dia a dia da convivência conjugal os defeitos, as imperfeições, os hábitos, as manias vão aparecendo. Porém, os dois devem construir o relacionamento com base nas qualidades um do outro.
A viagem conjugal tem suas fases, na primeira, o que os dois enxergam um no outro, é aquilo que foi idealizado, sonhado, projetado. Tudo é maravilhoso e encantador, é a fase da idealização. Até o ronco dele soa como sinfonia angelical e a "baba" dela enquanto dorme o inspira. É quando ele diz pela manhã ao vê-la dormindo e babando: "Baba minha babadinha, porque até babada você é uma gracinha!" Essa fase é a fase do "amor-cégo", o príncipe ainda é azul. Depois de alguns meses, começa a segunda fase, é a fase da dês-idealização, que poderíamos chamar de "cair na real". Os dois percebem que não se casaram com "anjo", mas sim com um "ser-humano", cheio de limitações, imperfeições, defeitos etc.
O que todo casal não pode se esquecer, é que o casamento é uma bênção, mas é a união entre duas pessoas que estão num processo de cura e libertação. Essa compreensão pode tornar o ajustamento conjugal mais fácil, trazendo muita alegria nesta viagem. Uma pergunta que sempre faço em minhas palestras é: "Está sendo bom para o seu cônjuge viajar com você? Se fosse para ele(a) começar tudo de novo, você seria escolhido novamente?" Ouvi falar de um casal, que viveram cinqüenta anos de casados, depois ele morreu e foi para o céu. Após dois anos, a esposa que o amava muito vencida pela dor da saudade morreu e também foi para o céu. Ao chegar no céu a primeira pessoa que ela procurou foi seu marido. Quando ela o avistou de longe, gritou: - Meu velhooo! Ao ouvir a voz dela, ele gritou: - Auto lá, aqui não, você não lembra que é só até que a morte nos separasse!
Quanto tempo você quer que dure a sua viagem conjugal? Bodas de diamante são setenta e cinco anos de vida a dois. Para uma viagem de setenta e cinco anos, é necessário três coisas básicas: Planejamento, investimento e manutenção.
Planejamento. Ninguém faz uma viagem longa sem um planejamento criterioso. Planejar significa pensar antecipadamente. Pessoas que planejam sabem onde, quando e como chegar. Ninguém começa uma viagem sem saber para onde está indo. Planejar é pensar, calcular, desenhar, escrever, elaborar com base em um objetivo pré-definido. Stephen Covey, autor do livro "Os Sete Hábitos das Famílias Bem Sucedidas"1, chama isso de: "Missão Familiar Compartilhada". A maioria das pessoas para as quais eu pergunto: - O que você pensa para o seu casamento e família para daqui a dez anos? Onde vocês querem estar e o que pensam em conquistar daqui a vinte anos? A resposta quase sempre, é: - Não pensei nisto ainda, ou o futuro a Deus pertence, ou ainda, não estou muito certo quanto ao nosso futuro.
Se o casal deseja que a sua viagem alcance "bodas de diamante", setenta e cinco anos de vida conjugal é necessário uma preparação excepcional. Ninguém alcança esta marca sem planejamento, esforço e muita dedicação.
Investimento. Toda viagem longa tem o seu custo. Os que investem muito de si, vivem com mais qualidade e tornam a viagem mais prazerosa. No casamento, marido e mulher precisam diferenciar o que é "gasto", daquilo que é "investimento". A qualidade da viagem depende do quanto os dois estão disposto a investir, não apenas dinheiro, mas tempo, carinho, atenção, amor, dedicação etc.
Manutenção. Assim como o carro, o avião, o barco, o trem, precisa de manutenção, não é diferente o casamento. Quando não há paradas para manutenção, o risco de um acidente na viagem é sempre maior. Ninguém viaja com segurança quando não há paradas para manutenção no carro. Sem manutenção nenhum casamento vai muito longe.
Qualquer motorista experiente, ao perceber alguma luz amarela ou vermelha acessa no painel, entende que é hora de parar para revisão. Casais inteligentes, param ao primeiro sinal de alerta.
Alguns sinais de perigo na viagem conjugal, quando a luz de alerta acende:
1. O silêncio - Quando não há mais diálogo.
2. O desrespeito.
3. Pequenos motivos gerando grandes conflitos.
4. Encontros sexuais espaçados.
5. Problemas da vida a dois se tornando públicos.
6. Outras pessoas começam a se tornar atraente provocando constantes pensamentos de adultério.
7. Tudo no outro irrita.
8. Não há mais prestação de contas.
9. Não compartilham mais sonhos, projetos e ideais.
10. A indiferença.
11. Não há mais oração e nem compromisso com a leitura da Palavra.
12. Acabaram as refeições com todos à mesa.
13. A família de origem do cônjuge não é mais bem vinda.
Infelizmente alguns casais quando param para uma revisão já o problema já está em um estágio muito adiantado. É sempre mais fácil uma solução quando o problema está no inicio. Por melhor que seja o seu casamento, a possibilidade do surgimento de um problema no caminho, existe, não espere para ver se as coisas se resolvem por si mesmas. Ao primeiro sinal de perigo em seu casamento, pare, pessa ajuda, busque socorro, não trate com displicência aquilo que pode se tornar irreversível. Alguns casais quando me procuram, é quase impossível reverter, só um milagre...
Uma viagem de longa distância é agradável quando os dois na primeira parada, dizem um para o outro: "Já chegamos aqui? O tempo passou tão rápido e não percebemos, que viagem maravilhosa!" Separe um momento para conversar com o seu cônjuge, sobre como está sendo a viagem conjugal de vocês. Tenha coragem de perguntar: - Está sendo bom para você viajar comigo? Em sua opinião, o que está faltando para a nossa viajem conjugal ser melhor?
O que é necessário para que a viagem conjugal seja o mais agradável possível.
Pratique a arte do falar, ouvir e compreender.
Cuidado com a descomunicação na viagem!
Tudo na vida depende de como você se comunica com Deus, consigo mesmo e com o próximo. A incapacidade para o diálogo é a causa do fracasso da maioria dos relacionamentos. Viajar ao lado de alguém que não pratica a arte da comunicação construtiva ou se comunica de forma errada, é uma tortura psicológica insuportável. Já ouvi muitos casais dizendo: "Não conseguimos conversar sem brigar, ou, dialogamos muito pouco". A saúde de um casamento pode ser determinada pela qualidade da comunicação que os dois desenvolvem no relacionamento.
Geralmente as pessoas que tem dificuldade de se comunicar, é porque foram educadas em uma família disfuncional. É imprescindível que os pais pratiquem com os seus filhos a arte do diálogo, para que no futuro eles saibam construir relacionamentos de confiança dentro e fora de casa. Vejamos alguns pontos imprescindíveis para o sucesso da comunicação no casamento:
Pratique a arte do ouvir.
Uma das chaves mais importantes no relacionamento conjugal, está no "ouvir". Nenhum casamento floresce se os dois não treinarem a ouvir com excelência. Hebert Cohen, considerado um dos melhores negociadores do mundo, diz: "Para se ouvir de forma eficiente é preciso mais do que escutar as palavras que são ditas. É necessário compreender e descobrir o significado do que está sendo falado. A final de contas, o significado não está nas palavras, e sim nas pessoas".
Para ouvir é necessário atentar para algumas regras básicas:
Primeira regra: Ouça olhando nos olhos do cônjuge, com a mente desarmada e o coração aberto.
Uma questão de concentração. Só assim é possível ouvir para compreender, e não apenas para responder. Ninguém gosta de conversar com alguém que ouve mais preocupado em dar respostas do que em compreender. A comunicação só é eficaz quando há interesse mútuo de compreender. Jonh Maxwell em seu livro 25 Maneiras de Valorizar as Pessoas, nos mostra seis obstáculos que comprometem sua concentração para ouvir:
Distrações: telefonemas, tevê, bipes e coisas desse tipo podem dificultar bastante o ato de ouvir bem.
Atitude defensiva: Se você enxergar reclamações ou criticas como ataques pessoais, pode assumir uma atitude defensiva. À medida que começar a se proteger, vai se importar menos com o que as outras pessoas pensam e sentem.
Mente fecha. Quando pensa que possui todas as respostas, você fecha a sua mente. E acaba fechando os ouvidos também.
Projeção: Atribuir automaticamente os seus próprios pensamentos e sentimentos a outras pessoas impede que você perceba como elas se sentem.
Suposições: Quando você faz julgamentos precipitados, está se privando do seu próprio incentivo para ouvir.
Orgulho: Achar que os outros não tem muito a ensinar talvez seja mais prejudicial das distrações. A presunção deixa pouco espaço para a opinião do próximo.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

O Vaso Rachado


Um carregador de água na Índia tinha dois grandes vasos que colocava nos extremos de um pau que ele levava acima dos ombros. Um dos vasos tinha uma rachadura, enquanto que o outro era perfeito e entregava a águacompleta ao final do largo caminho a pé desde o riacho até a casa de seu patrão.Quando chegava, o vaso rachado só continha a metade da água. Por dois anos completos isto foi assim diariamente. Desde logo o vaso perfeito estava muito orgulhoso de seus resultados, perfeito para os fins para o qual fora criado.Porém o pobre vaso rachado estava muito envergonhado de sua própria imperfeição e se sentia miserável porque só podia conseguir a metade do que se supunha devia fazer. Depois de dois anos falou ao aguador dizendo-lhe: "Estou envergonhado de mim mesmo e quero me desculpar contigo"... por quê? Lhe perguntou o aguador.Porque devido a minhas rachaduras, só podes entregar a metade de minha carga. Devido a minhas rachaduras, só obténs a metade do valor do que deverias. O aguador ficou muito enternecido pelo vaso e com grande compaixão lhedisse: "quando regressarmos a casa do patrão quero que notes as belíssimas flores que crescem ao largo do caminho.Assim o fez e com efeito viu muitíssimas flores belas ao longo de todo o caminho, porém de todo modo se sentiu muito triste porque ao final só levava a metade de sua carga. O aguador lhe disse: Te deste conta de que flores só crescem no lado do teu caminho? Sempre tenho sabido de tuas rachaduras e quis obter vantagem delas, semeei sementes de flores ao longo de todo o caminho por onde tu vais e todos os dias tu as têm regado. Por dois anos eu tenho podido recolher estas flores para decorar o altar de meu mestre. Se não fosse exatamente como és, Ele não teria tido essa beleza sobre a sua mesa.Cada um de nós tem suas próprias rachaduras. Todos somos vasos rachados, porém se permitimos a Jesus utilizar nossas rachaduras para decorar a mesa de seu Pai......" Na grande economia de Deus, nada se desperdiça".


Paulo e sua comitiva estavam em mais uma viagem missionária. O v.4 dá os nomes de alguns dos membros da comitiva. Eles se encontram na cidade de Trôade.
A viagem é narrada por Lucas, um médico que faz parte da comitiva. Lucas é testemunha ocular de tudo o que está acontecendo.
Era o primeiro dia da semana – dia equivalente ao domingo no calendário ocidental. Era também o dia da comemoração da Ágape, a Festa do Amor.
Paulo aproveita o momento festivo para reunir a Igreja, exortá-la a permanecer na fé e celebrar a Santa Ceia.
Uma vez que Paulo teria que partir já na segunda-feira, ele tinha que aproveitar ao máximo o curto espaço de tempo para doutrinar a igreja e compartilhar tudo o que Deus estava fazendo naqueles dias.
O culto teve hora para começar, mas não tinha hora para terminar. Paulo começou a pregar e seu sermão se estendeu até a meia-noite.
O texto diz que havia muitas lâmpadas no salão de culto. Na verdade as lâmpadas eram tochas alimentadas a óleo.
Naquela época era comum a fumaça do óleo queimado em contato com a vista provocar sono nas pessoas.
Lá pelas tantas... um jovem... escolheu um lugar inadequado para se assentar: Onde?
... uma janela no terceiro andar.
Talvez fosse um daqueles jovens teimosos que o pastor chamava para se assentar na frente, mas ele não obedecia e empacava no mesmo lugar.
Paulo pregava... pregava... pregava.... as pessoas se alegravam... havia júbilo na igreja...
Mas aquele jovem não sentia nada... apenas sono e tédio... Ele não via a hora de terminar aquele sermão enjoado!!!
A presença de Paulo era chata! Que cara cansativo! Que sujeito enfadonho!
Mas aquele jovem não sabia que naquela noite aconteceria algo que mudaria a sua vida para sempre!
Quem era esse jovem? O que aconteceu com ele? ... Vamos ler o v.9.
Ele caiu da janela do terceiro andar e morreu... Morreu!!!
E agora???
Pasmem... O pregador, que para aquele jovem era chato... cansativo... enjoado... interrompeu o sermão...
... desceu... inclinou-se sobre o jovem... abraçou o jovem morto no chão... e o moço ressuscitou!!!
“Desceu”... “inclinou-se”... “abraçou”... São gestos bem sugestivos... Não são gestos comuns...
Paulo demonstra gestos de misericórdia, de amor, de compaixão por alguém que o rejeitou.
Aqui aprendemos algumas lições muito preciosas. Anote aí!!!

1ª Lição: Não despreze quem pode te ajudar.
O jovem desprezou Paulo, mas na hora que ele caiu da janela, Paulo interrompeu tudo para ajudá-lo.
Paulo abraçou aquele jovem... e o abraço lhe trouxe de volta a vida. Não era apenas o abraço de Paulo... era o abraço de Jesus. Paulo era o instrumento... Aquele jovem recebeu o abraço de Jesus!
Às vezes desprezamos as pessoas... as ignoramos... mas um dia acontece uma reviravolta em nossa vida e Deus nos coloca sob os cuidados daqueles que nós desprezamos.
Você tem desprezado Jesus, mas na hora que você cai da janela... na hora de sua dor, de sua aflição, Jesus pára tudo... desce... se inclina sobre você... te abraça ... e te dá novo ânimo.
Por que você continua desprezando Jesus?

2ª Lição: Saia da janela!
Aquele jovem estava sentado na janela... não prestou atenção na pregação... foi tomado pelo cansaço... adormeceu... caiu... e morreu.
Por que ele estava sentado na janela? Existia uma razão para ele estar ali naquela janela!
A janela, aqui no texto, representa muito mais do que uma simples janela...
A janela é como os olhos... coloca-nos em contato com o mundo... Era o lugar onde aquele jovem poderia olhar para fora... olhar para o mundo.
A janela representa o lugar onde muitas pessoas escolhem estar quando não querem viver uma vida de compromisso com Jesus e sua palavra.
Aquele jovem certamente não era convertido. Por esta razão ele escolheu ficar na janela!!!
Ele estava vivendo um conflito... Não sabia se ouvia o sermão de Paulo que trazia a mensagem do evangelho ou se escutava as vozes da rua.
Ele não sabia se ouvia a palavra de Deus e se comprometia com Cristo ou se olhava através da janela e recebia a oferta do mundo... do pecado...
Há jovens na igreja que se sentem atraídos pelas coisas do mundo!!!
São jovens que não saem da janela...
Eles são atraídos pela prostituição, pela pornografia, pelas drogas, pelo álcool... pela violência... Oscilam entre o céu e o inferno... entre a vida e a morte!
Jovem! Saia da janela de satanás! Esta janela ainda vai te dar um tombo e te levar a morte!
Ouça a Palavra de Deus! Entregue sua vida a Jesus! Assuma um compromisso com Deus e com a Igreja! Seja um cristão de verdade!
... Saia da janela!!!

3ª Lição: Não perca a segunda chance!
Aquele jovem era um sujeito displicente e não queria nada com o evangelho.
Ele morreu... mas graças ao poder do Senhor Jesus manifesto no abraço de Paulo, ele voltou à vida. Ele teve uma segunda chance.
Vamos ler o v.12.
Aí diz: “Então, conduziram vivo o rapaz e sentiram-se grandemente confortados”.
O verbo “conduzir” significa “guiar”, “levar”, “dirigir”, “apascentar”, “discipular”...
Ao ter uma segunda chance, aquele jovem deixou-se conduzir... deixou-se apascentar...
... Permitiu que seu pastor o pastoreasse... ele permitiu que seus irmãos em Cristo o conduzissem .
O resultado é que todos “sentiram-se grandemente confortados”.
Aquele jovem aproveitou a segunda chance que Deus lhe deu. Mas ele precisou cair da janela...
Será que você também vai precisar cair da janela?
Você está esperando cair da janela e morrer para dar valor ao evangelho de Cristo?
Por que você insiste em rejeitar a presença de Jesus em sua vida?
Você... que está na igreja... que é membro da Igreja... que ouve tantos sermões como aquele jovem ouviu, mas continua resistindo ao chamado de Jesus... Ele está te dando uma segunda chance... aproveite!
Você... que não pertence a nenhuma Igreja... que ouve tantas vezes a mensagem do evangelho, mas não aceita Jesus como salvador pessoal... Jesus está te dando uma segunda chance... aproveite!
Você... que já caiu da janela uma vez e está experimentando o abraço de Jesus... aproveite!
Não perca a segunda chance!!!
Pr. André Costa.



monte do conforto é monte do Calvário; a casa da consolação é
construída com a madeira da cruz; o templo de bênçãos celestiais é fundado
sobre a rocha fendida – fendida pela lança que abriu o seu lado. Nenhum cenário
d a história sacra é mais prazeroso à alma do que a tragédia do Calvário.
“Não é de estranhar que a hora mais escura
Que já desceu sobre esta terra pecaminosa
Deve tocar o coração com poder mais suave,
Para conforto, do que uma alegria angélica?
Para a Cruz, os olhos do pranteador devem voltar-se,
Mais cedo do que onde as estrelas de Belém cintilam?”
A luz emana do meio-dia-meia-noite do Gólgota, e cada erva do campo germina
suavemente sob a sombra da que fora a árvore maldita. Naquele lugar de sede, a
graça cavou uma fonte que jorra sempre água pura como cristal, cada gota capaz
de aliviar os ais do gênero humano. Você que tem tido seus momentos de
conflito, confesse que não foi no monte das Oliveiras que encontrou conforto,
nem no monte Sinai, nem no Tabor, mas que o Getsêmani, Gábata* e Gólgota
têm sido um meio de conforto para você. As ervas amargas do Getsêmani têm
muitas vezes afastado o amargor de sua vida; as chibatadas do Gábata têm
muitas vezes expulsado a chicotadas suas inquietações, e os gemidos do Calvário
proporcionam-nos um conforto raro e rico. Nunca teríamos conhecido o amor de
Cristo em todas as suas alturas e profundidades, se Ele não tivesse morrido; nem
poderíamos supor a profunda afeição do Pai, se Ele não nos tivesse dado seu
Filho para morrer. As misericórdias comuns que desfrutamos, todas cantam o
amor, exatamente como a concha do mar, quando a levamos aos nossos ouvidos,
sussurra os sons do mar profundo de onde ela veio; porém, se desejamos ouvir o
próprio oceano, não devemos olhar para as bênçãos de cada dia, mas para as
alianças da crucificação. Aquele que quer conhecer o amor, que se volte para o
Calvário e veja o Varão de dores morrer.


  • Devocional de Charles H.Spurgen.

domingo, 24 de janeiro de 2010

JOHN WESLEY,


O TIÇÃO TIRADO DO FOGO.

Em 28 de junho de 1703 nascia em Lincolnshire, na Inglaterra, o fundador da Igreja Metodista Wesleyana: John Wesley, cuja esposa chamava-se Susanna, era o 12º dos dezenove filhos do reverendo Samuel Wesley, um pároco de Epworth.Quando completava seis anos, quase perdeu a vida num incêndio à noite, provocado por um grupo de malfeitores. O fogo se alastrava no teto de palha da paróquia onde eles moravam, começando a estilhaçar brasas sobre as camas. Subitamente, Hetty Wesley, um dos irmãos menores, acordou assustado e correu até o quarto de sua mãe. E logo todo mundo estava em pé, tentando conter o domínio das chamas, enquanto a pequena criada, agarrando o bebê Charles nos braços, chamava as crianças para um lugar mais seguro. A essa altura, Twice Susanna Wesley forçava a porta contra as costas, numa tentativa desenfreada de proteger-se.A família finalmente conseguiu sair de casa e, apavorada, reuniu-se no jardim, pois descobrira que o pequeno Jeckie havia ficado lá dentro dormindo. Voltaram correndo, mas era tarde: a escada estava em cinzas e tornava impossível resgatá-lo. O rapaz chegou até aparecer na janela, porém não podiam segurá-lo, visto que a casa ficava no segundo piso. Todavia, um pequeno homem pulou sobre o largos ombros do pai de Wesley e, num esforço desmedido, conseguiu salvar a criança.Um Estudante de CristoConsequentemente, uma profunda ternura passou a residir no coração de Jackie que, mesmo depois de homem, considerava que havia escapado aquela noite porque Deus tinha um propósito muito especial em sua vida. Várias vezes ele chegou a comemorar este dia em seu diário secreto que escreveu: "Arrancado das Chamas".Seis anos depois, em Charter House School, Jeckie matriculou-se na Universidade em Oxford, tornando-se um estudante da igreja de Cristo. Quatro anos mais tarde graduou-se em bacharel de artes e em 1726 foi eleito acadêmico do Colégio Lincoln.Enquanto John Wesley era ordenado ao ministério e ajudava o pai em casa, Charles, o irmão mais novo, organizava em Oxford um pequeno grupo de estudantes para orações regulares, estudos bíblicos e outros serviços cristãos. O Clube Santo, como era chamado, incluía vários integrantes, que, mais tarde, tornaram-se pioneiros de um avivamento, ocorrido no século XVIII, destacando-se, entre outros, George Whitfield.Obedecendo ao Senhor, John Wesley viajou para colônia em Georgia, como capelão, em 1736. Charles nesta época, era secretário do governador e o piedoso trabalho em Georgia, embora com muitas lutas, teve sucesso mais tarde. O reverendo George Whitfield, depois de visitar a sede do movimento, escreveu: "O eficiente trabalho de John Wesley na América é impressionante. Seu nome é muito precioso entre o povo, pois tem edificado as fundações que, espero, nem homens nem demônios a abalem".Aprendendo a ConfiarEm contato com German Moravian Christians na América, Wesley questionava sobre as verdades cristãs. Sabia muito bem que o êxito de seus trabalhos estava nas mãos de Deus e, por isso, começou a buscá-lo em oração. Não demorou muito tempo e, em 24 de maio de 1738, acabou encontrando a resposta quando, de volta para a Inglaterra, resolveu registrar tudo quanto acontecera naquele dia: "A tarde, visitando a sociedade em Aldersgate Street, li o ‘Prefácio da epístola aos Romanos’ na versão de Lutero, cujas palavras tocaram-me profundamente. Senti meu coração bater fortemente. E, desde aquele momento, aprendi a confiar em Cristo como meu Salvador. Estou seguro de que os meus pecados estão perdoados. Me salvei da lei do pecado e da morte". Esta experiência mudou o rumo da vida de Wesley que, a partir daquele momento, passou a ser uma nova criatura, sendo consagrado o maior apóstolo da Inglaterra.John Wesley começou o trabalho de pregação ao ar livre quando viajava para Bristol a fim de ajudar George Whitfield, que na época era conhecido como o mais eloquente pregador da Inglaterra. Wesley, a princípio, rejeitou a idéia, mas uma vez convencido da vontade de Deus, acabou se tornando mais famoso que Whitfield. Viajava 11 quilômetros por ano. Experimentou os mais cruéis sofrimentos e oposições em toda sua vida. Estava frequentemente em perigo.Embora fosse sábio e proeminente, o itinerante evangelista era um homem simples e executou muitas obras sociais. As suas poderosas mensagens muito influenciaram a igreja que, no ano de 1739, adquiriu uma sede para o movimento protestante, que crescia vertigiosamente. Comprou uma casa de fundição em ruínas, na cidade de Moofield, e transformou-a num templo. O prédio passou por uma rigorosa reforma que custou, na época, 800 libras (quantia superior ao da compra que foi de 115 libras), mas valeu a pena. Depois de pronta, a capela passou a comportar cerca de mil e quinhentas pessoas.Era o primeiro edifício metodista em Londres, onde a verdadeira doutrina de Cristo era proclamada. Pessoas sedentas por ouvir a gloriosa mensagem do evangelho cruzavam todos os domingos a escuridão das estradas de Moorfield com lanternas, para ouvir os ensinamentos de Wesley. O prédio dispunha de sala de reuniões, com capacidade para 300 pessoas, sala de aula e biblioteca.Mais tarde, John Wesley instalou a sua própria casa na parte superior da capela, onde passou a morar com a sua família. Em 1746, abriu um centro de atendimento médico e escola gratuitos, com capacidade para 60 estudantes, contratou farmacêutico, cirurgião e dois professores e, em 1748, alugou uma casa conjugada para refugiar viúvas e crianças.Muitos foram os patrimônios conseguidos pela igreja durante os 40 anos do movimento metodista em Moorfield, organizada por John Wesley. Entretanto, devido a expiração do contrato imobiliário, a sede teve de mudar-se para um outro lugar.Próximo dali, em City House, encontrava-se um vasto campo onde jaziam os túmulos de Bunhill Field e o de sua esposa Sussana Wesley. Um lugar de pântanos, recentemente aterrado, onde foi construída a catedral de Saint Paul. Havia também no local algumas pedras de moinho, utilizadas para moer milho trazido do Thames, que era transformado em trigo.John Wesley alugou quatro mil metros quadrados destas terras em 1777 para construir a nova capela. E, finalmente, em 21 de abril do mesmo ano, sob forte chuva, lançou a pedra fundamental, com a seguinte gravação: "Provavelmente, esta pedra não será vista por algum olho humano, mas permanecerá até que a terra e o trabalho sejam consumados". Naquele dia, Wesley improvisou um púlpito sobre a pedra e pregou em Nm 23.23.A RecompensaEm 1 de novembro de 1778, dezoito meses depois, no Dia de Todos os Santos, a capela estava próxima de ser aberta para a adoração pública. Apesar dos ventos das dificuldades (além de ter contraído muitas dívidas, os trabalhadores tiveram as ferramentas roubadas), Deus recompensou grandemente o esforço de Wesley, levantando voluntários dentre os membros. O rei George III, por exemplo, doou mastros de navios de guerra para o suporte das galerias.Conta a história que um certo dia Wesley ficou de um lado do templo e Taylor, um dos cooperadores do outro, com os chapéus nas mãos, e conseguiram arrecadar 7 libras; o suficiente para a conclusão das obras. Toda a galeria foi coberta com gesso e os bancos de madeira de carvalho, doadas pelas igrejas da América, Canadá, Sul da África, Austrália, Oeste da Índia e Irlanda. As janelas vitrificadas, as impressões no teto foram trabalhados no estilo Adams (réplica antiga), e a casa de Wesley construída num pátio em frente à capela. Estas raridades, depois de reformadas em 1880, no centenário da morte de Wesley, memorizam as epopéias deste bravo soldado de Cristo.Sua MorteMesmo depois de velho quase cego e paralítico, John Wesley continuava pregando em City Road e Latherhead. E, quando percebeu que sua vida estava chegando ao fim sentou-se numa cama, bebeu um chá e cantou:"Quando alegre eu deitar este corpo e minha vida for coroada de bênção, quão triunfante será o meu fim!Eu glorificarei a meu Criador enquanto tenho fôlego;E, quando a minha voz se perder na morte, empregarei minhas forças; em meus dias o glorificarei enquanto tiver fôlego até o fim de minha existência".Wesley foi enterrado no Jardim-túmulo, em frente à capela em City Road, sob as luzes das lanternas, na manhã de 2 de março de 1791. Morreu com os olhos abertos e balbuciando a seguinte palavra: "Farwell" (adeus). Cerca de 10 mil pessoas acompanharam o funeral. E a lápide até hoje indica o significado histórico: "À memória do venerável John Wesley: o último companheiro do Lincoln College, Oxford..." Fonte: Obreiro

sábado, 23 de janeiro de 2010

Unidade familiar


Muitos casais cristãos estão vivendo hoje fora daquilo que Deus idealizou. Brigas constantes, desrespeito mútuo e distância entre o casal, são vistos em muitos lares. E além da infelicidade que isto produz em seus corações, ainda há a questão do mau testemunho dado. Penso que este é um assunto que merece nossa atenção, pois o princípio de viver em unidade é algo que não apenas produzirá maior realização emocional no relacionamento, como também liberará sobre o casal as bênçãos de Deus.
COMPREENDENDO A UNIDADE
É importante que consigamos visualizar o que a unidade do casal pode produzir em suas vidas, e então seremos desafiados a preservá-la. Também entenderemos porque o diabo, o adversário de nossas almas, luta tanto contra ela. Jesus nos ensinou que a unidade e concordância permite Deus agir em nossas vidas: "Ainda vos digo mais: Se dois de vós na terra concordarem acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus. Pois onde se acham dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles". Mateus 18:19,20 Por outro lado, a falta de unidade impede Deus de agir. A palavra de Deus nos mostra de modo bem claro que quando o marido "briga" com sua mulher, algo acontece também na dimensão espiritual: "Igualmente vós, maridos, vivei com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais frágil, e como sendo elas herdeiras convosco da graça da vida, para que não sejam impedidas as vossas orações". I Pedro 3:7
Ao deixar de honrar a mulher como vaso mais frágil e maltratá-la (ainda que só verbalmente), o marido está trazendo um sério problema sobre a vida espiritual do casal. A Bíblia diz que as orações serão impedidas. É lógico que isto também vale para a mulher, embora quem mais facilmente tropece nisto sejam os homens. O texto bíblico revela que depois de desonrar a mulher na condição de vaso mais frágil (com asperezas), o homem, mesmo que clame ao Senhor, terá sua oração impedida, pois um princípio foi violado. Deus não age em um ambiente de desarmonia e discordância. Isto é um fato. Quando tentaram construir a torre de Babel, as Escrituras dizem que Deus desceu para ver o que os homens faziam.
E Deus mesmo, ao vê-los trabalhando em harmonia e concordância de propósito declarou: "Eis que o povo é um e todos têm uma só língua; e isto é o que começam a fazer; agora não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer.Eia, desçamos, e confundamos ali a sua linguagem, para que não entenda um a língua do outro." (Gn.11:6,7). O que vemos aqui é que a unidade remove limites. Quando o casal se torna um e fala uma só língua (sem discordância) eles removem os limites diante de si! Deus pode agir livremente num ambiente destes, mas basta perder a capacidade de falar a mesma língua que tudo se perde! No reino de Deus, quando dois se unem, o efeito não é de soma, mas de multiplicação. Moisés cantou acerca do exército de Israel: um deles faria fugir a mil de seus inimigos, mas dois deles faria fugir dez mil! (Dt.32:30).
A unidade ainda traz consigo outras virtudes. Podemos ver isto numa das figuras bíblicas do Tabernáculo. O propiciatório da arca da aliança figura este princípio. O Senhor disse que ali Ele viria para falar com Moisés. O propiciatório (ou tampa da arca) era o lugar onde a glória e a presença de divina se manifestava. E nas instruções para a confecção desta peça, vemos o simbolismo da unidade. Deus disse que os dois querubins deveriam ser uma só peça de ouro batido; com isto falava simbolicamente de unidade entre seus adoradores (Ex.25:17-19). Os querubins deviam estar com as asas estendidas um para o outro (Ex.25:20), o que fala de cobertura recíproca. A falta de unidade nos leva a agir com o espírito de Caim que disse ao Senhor: "Acaso sou eu guardador de meu irmão?" (Gn.4:9). Mas quando estamos em unidade com alguém, cobrimos e protegemos esta pessoa! Esta é uma virtude que acompanha a unidade.
A outra, é a transparência. Os querubins deveriam estar um de frente para o outro (Ex.25:20). Isto fala alegoricamente de poder encarar outro adorador "olho no olho". Fala de não ter nada escondido, de não ter pendências. Ninguém consegue olhar (espontaneamente) no olho de outra pessoa quando as coisas não estão bem. Quando Jacó fala para sua família que as coisas já não estavam bem entre ele e Labão, seu sogro, a expressão que ele usa é: "vejo que o semblante de vosso pai já não é mais o mesmo para comigo" (Gn.31:5). Jesus disse que os olhos são a candeia do corpo. Eles refletem o que está dentro de nós.
E a unidade é a capacidade de olhar olho no olho e estar bem. Particularmente, eu não posso concordar com casais que escondem coisas um do outro, seja no que diz respeito à sua vida passada (erros e pecados) ou presente (como nas questões financeiras, por exemplo). Acredito que a unidade verdadeira exige que haja remoção ou acerto de "pendências" (Pv.28:13). Ás vezes fingimos um comportamento só para agradar (ou não desagradar) ao outro, o que diverge do ensino bíblico. Este teatro não produzirá unidade verdadeira. Temos que aprender a ser francos, como está escrito: "Melhor é a repreensão franca do que o amor encoberto" (Pv.27:5). Paulo censurou este tipo de comportamento dúbio quando escreveu aos gálatas. Ele falou sobre como o apóstolo Pedro em certa ocasião agiu assim para ser "diplomático" e que esta atitude conseguiu atrair até mesmo o próprio Barnabé, companheiro de Paulo, e ele os censurou publicamente (Gl.2:11-14).
Contudo, quero ressaltar que ser franco não significa ser grosseiro, pois a Bíblia nos ensina a falar a verdade em amor. O conselho dado a Timóteo na hora de corrigir os que opunham, foi o de usar de mansidão (II Tm.2:25). A unidade manifesta a verdade (dolorosa às vezes) de forma bem mansa. O PRINCÍPIO DO ACORDO A Bíblia nos ensina também que o acordo é indispensável num relacionamento: "Como andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?" Amós 3:3 A ausência de acordo é uma porta aberta para o diabo. Quando Paulo escreveu aos efésios e falou sobre não dar lugar ao diabo, o fez dentro de um contexto, que é o de pecados que acontecem nos relacionamentos: "Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira, nem deis lugar ao diabo." Efésios 4:26,27 Tiago escreveu sobre o mesmo princípio.
Ele disse: "Pois onde há inveja e sentimento faccioso, aí há confusão e toda espécie de cousas ruins." Tiago 3:16 Já mencionamos anteriormente que o acordo é uma porta aberta para ação de Deus (Mt.18:19). Mas quando chegamos ao ponto de dissipá-lo de nosso relacionamento, estamos comprometendo não só a qualidade da satisfação na esfera emocional, mas também a esfera espiritual de nosso lar. Não é fácil ajustar-se satisfatoriamente na relação conjugal. As diferenças são muitas; na formação de cada um, na personalidade, temperamento, e acrescente a isto as diferenças entre homem e mulher. Contudo, quando aprendemos a ter como denominador comum o caráter e os ensinos de Cristo, então conseguimos o ajuste por meio de ceder, perdoar, recomeçar, etc. Mesmo um casal que parecia perfeitamente ajustado em seu período de namoro e noivado descobrirá a necessidade de mais ajustes à medida que os anos de casamento vão passando.
Não é uma tarefa tão fácil, mas não é impossível! Se não estivesse ao nosso alcance, Deus estaria sendo injusto ao cobrar isto de nós... Mas o fato é que não só é algo possível, como também é uma chave poderosa na vida cristã!
O CASAL DEVE DECIDIR JUNTO
Há uma ordem de governo e autoridade estabelecida por Deus no lar. O marido é chamado o cabeça (Ef.5:22-24), e entendemos que como tal tem direito à palavra final. Porém, isto não quer dizer que o homem esteja sempre certo ou que não deva ouvir sua mulher. Encontramos no Velho Testamento uma ocasião em que o próprio Senhor diz a Abraão, seu servo: "Ouve Sara, tua mulher, em tudo o que ela te disser" (Gn.21:12). No Novo Testamento vemos Pôncio Pilatos desprezando o conselho de sua mulher e se dando mal com isto (Mt.27:19). Precisamos considerar ainda que ser líder não significa ser autoritário. Quando o apóstolo Pedro escreveu aos presbíteros (que compõem o governo da Igreja Local), disse em sua epístola que eles não deveriam ser "dominadores do povo" (I Pe.5:3). Isto mostra que autoridade e autoritarismo são duas coisas distintas. Vejo muitos maridos dizerem que suas esposas TÊM que obedecê-los! Mas ao dizer que as esposas devem ser submissas, Deus não estava instituindo o autoritarismo no lar. Vale ainda lembrar que Jesus declarou que "aquele a quem muito foi dado, muito lhe será exigido" (Lc.12:48).
Os homens precisam se lembrar de que em matéria de responsabilidade do lar, terão que responder a Deus numa medida maior que as mulheres. Mas não é preciso que o homem carregue o peso desta responsabilidade sozinho. É importante que o casal dialogue e tome decisões juntos. Desde que casamos, minha esposa e eu sabemos quem é o cabeça do lar, mas foram muitas raras as vezes em que tomei uma decisão por mim mesmo. Sempre conversamos e discutimos sobre nossas decisões. As vezes já estamos de acordo no início da conversa, e às vezes precisamos de muita conversa para amadurecer bem o que estamos discutindo. Mas sabemos a bênção de caminhar em acordo e cultivamos isto entre nós. Entendo que se a mulher é chamada de "auxiliadora" na Bíblia, é porque o homem precisa de sua ajuda. E a ajuda da mulher não está limitada à atividades domésticas. A Bíblia fala com esta figura, que deve haver uma relação de companheirismo. Creio que como auxiliadora, a mulher deve ajudar a tomar decisões.
Este é um processo que exige ajuste. Na hora de discutir alguma decisão, ou mesmo a forma de ser e se comportar de cada cônjuge, vemos o quanto é difícil ouvir ao outro. Mas devemos atentar para o ensino bíblico sobre isto: "Responder antes de ouvir é estultícia e vergonha" (Pv.18:13). Tiago nos adverte o seguinte: "Sabeis estas cousas, meus amados irmãos. Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar". Tiago 1:19. A verdade é que normalmente somos prontos para falar e irar-se um contra o outro, mas tardios para dar ouvidos ao que o outro tem a dizer. E isto precisa ser mudado em nós! Para que haja acordo, precisamos aprender a ouvir.
TRATANDO COM DESENTENDIMENTOS
Os desentendimentos ocorrem, mesmo entre os crentes mais dedicados, mas devem ser tratados logo. Lemos que alguém pode se irar e não pecar, pois é uma reação emocional espontânea. Mas o que cada um faz com o sentimento que teve pode se tornar pecado. Paulo aconselhou os irmãos de Éfeso a que não deixassem o sol se pôr sobre sua ira (Ef.4:26,27). Em outras palavras, que deveria haver acerto, perdão, e que nenhuma pendência ficasse para trás. Precisamos aprender a tratar com os desentendimentos no lar. Preservar a unidade não significa nunca se desentender, mas saber dar a manutenção devida no relacionamento quando isto ocorrer. O tempo não apaga as ofensas. Deve haver reconciliação. Jesus ensinou isto: "Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta" Mateus 5:23,24
Alguns acham que depois de um desentendimento é só deixar "para lá". Mas a Bíblia nos ensina o princípio de reconciliação de maneira bem formal. Deve haver pedido de desculpas, de perdão. Deve se conversar sobre o que aconteceu (o quê machucou o íntimo de cada um e por que machucou). E não podemos perder de vista que devemos lutar para viver sem brigas, e não só reconciliar quando elas ocorrem (Ef.4:31). Acredito, ainda, que atenção especial deve ser dada à forma de falar. Talvez esta seja uma das áreas que mais sensíveis sejam nos desentendimentos que surgem no relacionamento, uma vez que a "comunicação" no lar não é só o que um fala, mas também a forma que o outro entende! As conversas não devem ser exaltadas ou em tom de briga. E quando um dos cônjuges se perde numa explosão emocional, é importante notar que a Bíblia não nos ensina a "jogar o mesmo jogo".
O que lemos nas Escrituras é justamente o contrário: "A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira" Provérbios 15:1 "A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um". Colossenses 4:6 Os maridos devem ter cuidado redobrado, pois por natureza são mais racionais do que emocionais e suas palavras tendem a ser mais duras e grosseiras. Por isto a Bíblia nos adverte: "Maridos amai a vossas esposas, e não as trateis com aspereza" Colossenses 3:19 "Igualmente vós, maridos, vivei com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais frágil, e como sendo elas herdeiras convosco da graça da vida, para que não sejam impedidas as vossas orações". I Pedro 3:7
Embora seja verdadeiro e aplicável aqui o ditado de que "é melhor prevenir do que remediar", precisamos reconhecer que muitas vezes falhamos permitindo desentendimentos que poderiam facilmente ser evitados. Neste caso, devemos aprender a consertar e tratar com estas situações. Mas não podemos esquecer também que mesmo havendo perdão e reconciliação depois do erro, quando ele se repete muito vai gerando desgaste e descrédito, e isto exige uma dimensão de restauração maior depois. As intrigas no lar roubam o prazer de outras conquistas, como escreveu Salomão, pela inspiração do Espírito Santo: "Melhor é um prato de hortaliça, onde há amor, do que o boi cevado e com ele o ódio". Provérbios 15:17 "Melhor é um bocado seco, e tranqüilidade, do que a casa farta de carnes, e contenda". Provérbios 17:1 "Melhor é morar no canto do eirado do que junto com a mulher rixosa na mesma casa". Provérbios 21:9 Há casais que alcançaram tudo o que queriam financeiramente, mas não conseguem viver bem juntos.
Eles, melhor do que ninguém, podem afirmar quão verdadeiras são estas declarações bíblicas. Não adianta ter outras realizações e deixar o relacionamento conjugal se perder. Como alguém declarou: "Nenhum sucesso compensa o fracasso do lar". Precisamos aprender a cultivar a unidade em nosso relacionamento. E isto acontece quando aprendemos a lidar de forma simples e prática nas questões do dia-a-dia. Que o Senhor nos ajude! Pr. André Costa.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Significado da graça



1. Graça é um favor não-merecido. É dar algo de valor a quem não merece, mas precisa.
2. Graça é tratar as pessoas melhor do que elas merecem.
3. Graça é tratar as pessoas melhor do que nós esperamos ser tratados.
4. Graça é não desistir daqueles que desistem de nós.
5. Graça é dar amor ao que não merece ser amado.
6. Graça é ser grato, apesar da ingratidão das pessoas.
7. Graça é servir aos inimigos.
8. Graça é abençoar os que nos amaldiçoam.
9. Graça é falar bem de quem fala mal da gente.
10. Graça é orar pelos que nos perseguem.
11. Graça é vencer o mal com golpes de bondade.
12. Graça é desejar o bem para os que nos desejam mal.
13. Graça é perdoar, mesmo quando esse perdão não é solicitado.
14. Graça é se importar com aqueles que não se importam com você.


Introdução.
Do verso 14 ao 21 encontramos a oração de Paulo em favor dos Efésios.
O tema da carta é: A nova vida dos crentes, agora unidos à Cristo.
Efésios 3:14 "... me ponho de joelhos..." O judeu costumava orar de pé. Orar de joelhos era sinal de profunda emoção. Lucas 22:41 . Jesus no Getsêmane, orou de joelhos.
Efésios 3:17 . Paulo ora para que eles experimentem o amor de Deus em toda à sua largura, comprimento, altura e profundidade.
Onde Deus demonstrou todo este amor? Na cruz.

1)Na largura da cruz, o amor de Deus atinge a todos.
Marcos 16:15 "... pregai a toda a criatura..."
Na ordem IDE, este amor nos alcançou. Fomos atingidos pelo amor de Deus.
E por mais que pessoas se salvem, mais pessoas ainda podem se salvar.
Lucas 14:15-23 . "E ainda há lugar". Lucas 14:22

2)No seu comprimento, a cruz atinge todos os tempos.
Efésios 1:4 "... antes da fundação do mundo... "
Desde a expulsão do Édem até os últimos momentos que antecederem a volta de Jesus, é tempo para se aceitar Jesus como Salvador.
Ilustração: Um homem com 48 anos, em um dia de chuva e raios, andava pelo campo e dizia: "Deus, tens 3 minutos para me matar".

3)Na sua altura, a cruz vai até o céu e traz Deus até nós.
Filipenses 2:5-8 . Divino e humano.
Jesus humanamente suportou a cruz, não lançou mão de recurso divino para se livrar dela.
Mateus 26:53 . Tinha exército de anjos, mas não lanço mão disto.
A cruz é símbolo de união entre o divino e o humano.
Esvaziou-se de sua magestade, para ser o nosso Salvador.

4)Na profundidade da cruz, vemos o sofrimento de Cristo.
I Pedro 2:24 . Levando sobre o madeiro.
O amor de Deus por nós é mais profundo do que os pregos, cravados em suas mãos.
Sofre a dor física. E a espiritual, sem pecado, paga os nossos pecados.
Conclusão.
O amor de Deus expresso na cruz. Na largura: Atinge todos as pessoas. No comprimento: Atinge todos os tempos. Na altura: Traz Cristo até nós. Profundidade: Mostra todo o sofrimento de Cristo, por amor à nós.


Existe um mal entre os que professam pertencer aos arraiais de Cristo, um mal tão grosseiro em sua imprudência, que a maioria dos que possuem pouca visão espiritual dificilmente deixará de perceber. Durante as últimas décadas, esse mal tem se desenvolvido em proporções anormais. Tem agido como o fermento, até que toda a massa fique levedada. O diabo raramente criou algo mais perspicaz do que sugerir à igreja que sua missão consiste em prover entretenimento para as pessoas, tendo em vista ganhá-las para Cristo. A igreja abandonou a pregação ousada, como a dos puritanos; em seguida, ela gradualmente amenizou seu testemunho; depois, passou a aceitar e justificar as frivolidades que estavam em voga no mundo, e no passo seguinte, começou a tolerá-las em suas fronteiras; agora, a igreja as adotou sob o pretexto de ganhar as multidões.Minha primeira contenção é esta: as Escrituras não afirmam, em nenhuma de suas passagens, que prover entretenimento para as pessoas é uma função da igreja. Se esta é uma obra cristã, por que o Senhor Jesus não falou sobre ela? “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16.15) — isso é bastante claro. Se Ele tivesse acrescentado: “E oferecei entretenimento para aqueles que não gostam do evangelho”, assim teria acontecido. No entanto, tais palavras não se encontram na Bíblia. Sequer ocorreram à mente do Senhor Jesus. E mais: “Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres” (Ef 4.11). Onde aparecem nesse versículo os que providenciariam entretenimento? O Espírito Santo silenciou a respeito deles. Os profetas foram perseguidos porque divertiam as pessoas ou porque recusavam-se a fazê-lo? Os concertos de música não têm um rol de mártires.
Novamente, prover entretenimento está em direto antagonismo ao ensino e à vida de Cristo e de seus apóstolos. Qual era a atitude da igreja em relação ao mundo? “Vós sois o sal”, não o “docinho”, algo que o mundo desprezará. Pungente e curta foi a afirmação de nosso Senhor: “Deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos” (Lc 9.60). Ele estava falando com terrível seriedade! Se Cristo houvesse introduzido mais elementos brilhantes e agradáveis em seu ministério, teria sido mais popular em seus resultados, porque seus ensinos eram perscrutadores. Não O vejo dizendo: “Pedro, vá atrás do povo e diga-lhe que teremos um culto diferente amanhã, algo atraente e breve, com pouca pregação.
Teremos uma noite agradável para as pessoas. Diga-lhes que com certeza realizaremos esse tipo de culto. Vá logo, Pedro, temos de ganhar as pessoas de alguma maneira!” Jesus teve compaixão dos pecadores, lamentou e chorou por eles, mas nunca procurou diverti-los. Em vão, pesquisaremos as cartas do Novo Testamento a fim de encontrar qualquer indício de um evangelho de entretenimento. A mensagem das cartas é: “Retirai-vos, separai-vos e purificai-vos!” Qualquer coisa que tinha a aparência de brincadeira evidentemente foi deixado fora das cartas. Os apóstolos tinham confiança irrestrita no evangelho e não utilizavam outros instrumentos. Depois que Pedro e João foram encarcerados por pregarem o evangelho, a igreja se reuniu para orar, mas não suplicaram: “Senhor, concede aos teus servos que, por meio do prudente e discriminado uso da recreação legítima, mostremos a essas pessoas quão felizes nós somos”. Eles não pararam de pregar a Cristo, por isso não tinham tempo para arranjar entretenimento para seus ouvintes. Espalhados por causa da perseguição, foram a muitos lugares pregando o evangelho. Eles “transtornaram o mundo”. Essa é a única diferença! Senhor, limpe a igreja de todo o lixo e baboseira que o diabo impôs sobre ela e traga-nos de volta aos métodos dos apóstolos.
Por último, a missão de prover entretenimento falha em conseguir os resultados desejados. Causa danos entre os novos convertidos. Permitam que falem os negligentes e zombadores, que foram alcançados por um evangelho parcial; que falem os cansados e oprimidos que buscaram paz através de um concerto musical. Levante-se e fale o alcoólatra para quem o entretenimento na forma de drama foi um elo no processo de sua conversão! A resposta é óbvia: a missão de prover entretenimento não produz convertidos verdadeiros. A necessidade atual para o ministro do evangelho é uma instrução bíblica fiel, bem como ardente espiritualidade; uma resulta da outra, assim como o fruto procede da raiz. A necessidade de nossa época é a doutrina bíblica, entendida e experimentada de tal modo, que produz devoção verdadeira no íntimo dos convertidos.

Esse comentário foi feito por aquele que é considerado ” O Principe dos Pregadores”, Charles H. Spurgeon. (1834-1892).

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

TEMA: REAVIVAMENTO OU SEPULTAMENTO



SERMÃO EM APOCALIPSE 3:1-6

INTRODUÇÃO

A história da igreja de Sardes tem muito a ver com a história da cidade de Sardes. A glória de Sardes estava no seu passado. Sardes foi a capital da Lídia no século VII a.C., viveu seu tempo áureo nos dias do rei Creso. Era uma das cidades mais magníficas do mundo nesse tempo.
Situada no alto de uma colina, amuralhada e fortificada, sentia-se imbatível e inexpugnável. Seus soldados e habitantes pensavam que jamais cairiam nas mãos dos inimigos. De fato a cidade jamais fora derrotada por um confronto direto. Seus habitantes eram orgulhosos, arrogantes, e auto-confiantes.
Mas a cidade orgulhosa caiu nas mãos do rei Ciro da Pérsia em 529 a.C., quando este cercou a cidade por 14 dias, e quando seus soldados estavam dormindo, ele penetrou com seus soldados por um buraco na muralha, o único lugar vulnerável, e dominou a cidade. Mais tarde, em 218 a.c., Antíoco Epifânio dominou a cidade da mesma forma. E isso por causa da auto-confiança e falta de vigilância dos seus habitantes. Os membros dessa igreja entenderam claramente o que Jesus estava dizendo, quando afirmou: “Sede vigilantes! ... senão virei como ladrão de noite”.
A cidade foi reconstruída no período de Alexandre Magno e dedicada à deusa Cibele. Essa divindade padroeira era creditada com o poder especial de restaurar vida aos mortos. Mas a igreja estava morrendo e só Jesus poderia dar vida aos crentes.
No ano 17 d.C. Sardes foi parcialmente destruída por um terremoto e reconstruída pelo imperador Tibério. A cidade tornou-se famosa pela alto grau de imoralidade que a invadiu e a decadência que a dominou.
Quando Jão escreveu esta carta, Sardes era uma cidade rica, mas totalmente degenerada. Sua glória estava no passado e seus habitantes entregavam-se agora aos encantos de uma vida de luxúria e prazer. A igreja tornou-se como a cidade. Em vez de influenciar, foi influenciada. Era como sal sem sabor ou uma candeia escondida. A igreja não era nem perigosa nem desajável para a cidade de Sardes.
É nesse contexto que vemos Jesus enviando esta carta à igreja. Sardes era uma poderosa igreja, dona de um grande nome. Uma igreja que tinha nome e fama, mas não vida. Tinha performance, mas não integridade. Tinha obras, mas não dignidade.
A esta igreja Jesus envia uma mensagem revelando a necessidade imperativa de um poderoso reavivamento.Uma atmosfera espiritual sintética substituía o Espírito Santo naquela igreja. Ela subsituía a genuína experiência espiritual por algo simulado. A igreja estava caindo num torpor espiritual e precisava de reavivamento. O primeiro passo para o reavivamento é ter consciência de que há crentes mortos e outros dormindo que precisam ser despertados.
Não é diferente o estado da igreja hoje. Ao sermos confrontados por aquele que anda no meio dos candeeiros, precisamos também tomar conhecimento da nossa necessidade de reavivamento hoje. Devemos olhar para esta carta não como uma relíquia, mas como um espelho, em que nos vemos a nós mesmos.

I. A NECESSIDADE DO REAVIVAMENTO

1. Quando há crentes que só têm o nome no rol da igreja, mas ainda estão mortos espiritualmente, ou seja, ainda não são convertidos – v. 1
· A igreja vivia de aparências - As palavras de Jesus à igreja foram mais bombásticas do que o terremoto que destruiu a cidade no ano 17 d.C. A igreja tinha adquirido um nome. A fama da igreja era notável. A igreja gozava de grande reputação na cidade. Nenhuma falsa doutrina estava prosperando na comunidade. Não se ouve de balaamitas, nem dos nicolaítas, nem mesmo dos falsos ensinos de Jezabel. Aos olhos dos observadores parecia ser uma igreja viva e dinâmica. Tudo na igreja sugeria vida e vigor, mas a igreja estava morta. Era uma igreja apenas de rótulo, de aparência. A maioria dos seus membros ainda não eram convertidos. O diabo não precisou perseguir essa igreja de fora para dentro, ela já estava sendo derrotada pelos seus próprios pecados.
· A igreja parecia mais um cemitério espiritual, do que um jardim cheio de vida – Não nos enganemos acerca de Sardes. Ela não é o que o mundo chamaria de igreja morta. Talvez ela seja considerada viva mesmo pelas igrejas irmãs. Nem ela própria tinha consciência do seu estado espiritual. Todos a reputavam como igreja viva, florescente; todos, com exceção de Cristo. Parecia estar viva, mas na verdade estava morta. Tinha um nome respeitável, mas era só fachada. Quando Jesus examinou a igreja mais profundamente, disse: “Não achei as suas obras íntegra diante do meu Deus” (v. 2). J. I. Packer diz que há igrejas cujos cultos são solenes, mas são como um caixão florido, lá dentro tem um defunto.
· A reputação da igreja era entre as pessoas e não diante de Deus – A igreja tinha fama, mas não vida. Tinha pompa, mas não Pentecoste. Tinha exuberância de vida diante dos homens, mas estava morta diante de Deus. Deus não vê como vê o homem. A fama diante dos homens nem sempre é glória diante de Deus. Aquela igreja estava se transformando apenas em um clube.
· A fé exercida pela igreja era apenas nominal - O Cristianismo da igreja era apenas nominal. Seus membros pertenciam a Cristo apenas de nome, porém não de coração. Tinham fama de vivos; mas na realidade estavam mortos. Fisicamente vivos, espiritualmente mortos. Ilustração: O pastor que anunciou o funeral da igreja. E colocou espelho no fundo do caixão.

2. Quando há crentes que estão no CTI espiritual, em adiantado estadso de enfermidade espiritual – v. 2
· Na igreja havia crentes espiritualmente em estado terminal – A maioria dos crentes apenas tinha seus nomes no rol da igreja, mas não no Livro da Vida. Mas havia também crentes doentes, fracos, em fase terminal. O mundanismo adoece a igreja. O pecado mata a vontade de buscar as coisas de Deus. O pecado mata os sentimentos mais elevados e petrifica o coração. No começo vem dúvidas, medo, tristeza, depois a consciência cauteriza, perde a vergonha. Ilustração: A bebida é a mistura do sangue do pavão, leão, macaco e porco.

3. Quando há crentes que embora estejam em atividade na igreja, levam uma vida sem integridade – v. 2
· Esses crentes têm vida dupla - Suas obras não são íntegras. Eles trabalham, mas apenas sob as luzes da ribalta. Eles promovem seus próprios nomes e não o de Cristo. Buscam a sua própria glória e não a de Cristo. Honram a Deus com os lábios, mas o coração está longe do Senhor (Is 29:13). Os cultos são solenes, mas sem vida, vazios de sentido. A vida dos seus membros estava manchada pelo pecado.
· Esses crentes são como os hipócritas - dão esmolas, oram, jejuam, entregam o dízimo, com o fim da ganhar a reputação de serem religiosos. Eles são como sepulcros caiados. Ostentam aparência de piedade, mas negam seu poder (2 Tm 3:5). É formalidade sem poder, reputação sem realidade, aparência externa sem integridade interna, demonstração sem vida.
· Esses crentes vivem um simulacro da fé, uma faz-de-conta da religião - Cantam hinos de adoração, mas a mente está longe de Deus. Pregam com ardor, mas apenas para exibir sua cultura. Deus quer obediência, a verdade no íntimo. Caim ofertou a Deus, mas sua vida e seu culto foram rejeitados. O povo na época de Isaías comparecia ao templo, mas Deus estava cansado de suas cerimônias pomposas sem o acompanhamento da vida santa. Ananias e Safira ofertam, mas para a promoção de seus próprios nomes. Em Sardes os crentes estão falsamente satisfeitos e confiantes; são falsamente ativos, falsamente devotos e falsamente fiéis.

4. Quando há crentes se contaminando abertamente com o mundanismo – v. 4
· A causa da morte da igreja de Sardes era não a perseguição, nem a heresia, mas o mundanismo – Onde reina a morte pelo pecado, não há morte pelo martírio. A maioria dos crentes estava contaminando as suas vestiduras. Isso é um símbolo da corrupção. O pecado tinha se infiltrado na igreja. Por baixo da aparência piedosa daquela respeitável congregação havia impureza escondida na vida de seus membros.
· Viviam uma vida moralmente frouxa - O mundo estava entrando dentro da igreja. A igreja estava se tornando amiga do mundo, amando o mundo e se conformando com ele. O fermento do mundanismo estava se espalhando na massa e contaminando a maioria dos crentes. Os crentes não tinham coragem de ser diferentes. Eram como Sansão (Jz 14:10) e não como Daniel (Dn 1:8), que resolveu firmemente em seu coração não se contaminar.

II. OS IMPERATIVOS PARA O REAVIVAMENTO

· Aqui estão cinco imperativos de Jesus para a igreja: 1) Sê vigilante; 2) Fortaleça ou consolida o que resta; 3) Lembre-se; 4) Obedeça; 5) Arrependa-se.
· Podemos sintelizar esses imperativos de Jesus, em três aspectos básicos:

1. Uma volta urgente à Palavra de Deus – v. 3
· O que é que eles ouviram e deviam lembrar, guardar e voltar? A Pavra de Deus - A igreja tinha se apartado da pureza da Palavra. O reavimamento é resultado dessa lembrança dos tempos do primeiro amor e dessa volta à Palavra. Uma igreja pode ser reavivada quando ela volta ao passado e lembra os tempos antigos, do seu fervor, do seu entusiasmo, da sua devoção a Jesus. Deixemos que a história passada nos desafie no presente a voltarmo-nos para a Palavra de Deus.
· Lembra-te – “presente imperativo” = segue recordando, nunca esqueça de recordar. Arrepende-te – “aoristo imperativo” = ação completada. Um momento de fazer opção e deixar o mundo para trás, um corte radical com o estilo de vida mundano. Guarda-o – “presente imperativo” = Não deixe de guardar o evangelho. Observa-o. Obedeça-o. Deixe de ser um crente claudicante, que está firme hoje e capenga amanhã.
· Quando uma igreja experimenta um reavivamento ela passa a ter fome da Palavra - O primeiro sinal do reavivamento é a volta do povo de Deus à Palavra. Os crentes passam a ter fome de Deus e da sua Palavra. Começam a se dedicar ao estudo das Escrituras. Abandonam o descaso e a negligência com a Palavra.
· A Palavra torna-se doce como o mel. As antigas veredas se fazem novas e atraentes. A Palavra torna-se viva, deleitosa, transformadora.
· O verdadeiro avivamento é fundamentado na Palavra, orientado e limitado por ela - Ele tem na Bíblia a sua base, sua fonte, sua motivação, seu limite e seus propósitos.
· Avivamento não pode ser confundido com liturgia animada, com culto festivo, inovações litúrgicas, obras abundantes, dons carismáticos, milagres extraordinários. O reavivamento é bíblico ou não vem de Deus.

2. Uma volta à vigilância espiritual – v. 2
· Sardes caiu porque não vigiou - A cidade de Sardes fora invadida e dominada duas vezes porque se sentia muito segura e não vigiou. Jesus alerta a igreja que se ela não vigiar, se ela não acordar, ele virá a ela como o ladrão de noite, inesperadamente. Para aqueles que pensam que estão salvos, mas ainda não se converteram, aquele dia será dia de trevas e não de luz (Mt 7:21-23).
· A igreja precisa estar vigilante contra as ciladas de Satanás, contra a tentação do pecado – Fuja de lugares, situações, pessoas. Cuidado com a vaidade do mundo.
· Alguns membros da igreja em Sardes estavam sonolentos e não mortos - E Jesus os exorta a se levantarem desse sono letárgico (Ef 5:14). Há crentes que estão dormindo espiritualmente. São acomodados, indiferentes às coisas de Deus. Não têm apetite espiritual. Não vibram com as coisas celestiais.
· Os crentes fiéis (v. 4) precisam fortalecer os que estavam com um pé na cova e arrancar aqueles que estavam se contaminando com o mundo - Precisamos vigiar não apenas a nós mesmos, mas os outros também. Uma minoria ativa pode chamar de volta a maioria da morte espiritual. Um remanescente robusto pode fortalecer o que resta e que estava para morrer (v. 4).
· Precisamos vigiar e orar - Os tempos são maus. As pressões são muitas. Os perigos são sutis. O diabo não atacou a igreja de Sardes com perseguição nem com heresia, mas minou a igreja com o mundanismo. Os crentes não estão sendo mortos pela espada do mundo, mas pela amizade com o mundo.
· A igreja de Sardes não era uma igreja herética e apóstata - Não havia heresias nem falsos mestres na igreja. A igreja não sofria perseguição, não era perturbada por heresias, não era importunada por oposição dos judeus. Ela era ortodoxa, mas estava morta. O remanescente fiel devia estar vigilante para não cair em pecado e também para preservar uma igreja decadente da extinção, restabelecendo sua chama e seu ardor pelo Senhor.

3. Uma volta à santidade – v. 4
· O torpor espiritual em Sardes não tinha atingido a todos - Ainda havia algumas pessoas que permaneciam fiéis a Cristo. Embora a igreja estivesse cheia, havia apenas uns poucos que eram crentes verdadeiros e que não haviam se contaminado com o mundo. A maioria dos crentes estava vivendo com vestes manchadas, e não tendas obras íntegras diante de Deus.
· As vestes sujas falam de pecado, de impureza, de mundanismo - Obras sem integridade falam de caráter distorcido, de motivações erradas, de ausência de santidade.

III. O AGENTE DO REAVIVAMENTO

1. Jesus conhece o estado da igreja – v. 1
· Jesus conhece as obras da igreja - Ele conhece a nossa vida, nosso passado, nossos atos, nossas motivações. Seus olhos são como chama de fogo. Ele vê tudo e a tudo sonda.
· A vê que a igreja de Esmirna é pobre, mas aos olhos de Deus é rica. Ele vê que na igreja apóstata de Tiatira, havia um remanescente fiel. Ele vê que a igreja que tem uma grande reputação de ser viva e avivada como Sardes, está morta. Ele vê que uma igreja que tem pouca força como Filadélfia tem uma porta aberta. Ele vê que uma igreja que se considera rica e abastada como Laodicéia não passa de uma igreja pobre e miserável.
· Jesus conhece também esta igreja. Sabe quem somos, como estamos e do que precisamos.

2. Jesus é o dono da igreja – v. 1
· Ele tem as sete estrelas - As estrelas são os anjos das sete igrejas. As estrelas estão nas mãos de Jesus. A igreja pertence a Jesus. Ele controla a igreja. Ele tem autoridade e poder para restaurar a sua igreja. Ele disse que as portas do inferno não prevaleceriam contra a sua igreja. Ele pode levantar a igreja das cinzas. Ele tem tudo em suas mãos.
· Cristo é o dono da igreja. Ele tem cuidado da igreja. Ele a exorta, consola, cura e restaura.

3. Jesus é quem pode reavivar a igreja por meio do seu Espírito – v. 1
· Jesus tem e oferece a plenitude do Espírito Santo à igreja - O problema da igreja de Sardes era morte espiritual; Cristo é o que tem o Espírito Santo, o único que pode dar vida. A igreja precisa passar por um avivamento ou enfrentará um sepultamento. Somente o sopro do Espírito pode trazer vida para um vale de ossos secos. O profeta Ezequiel fala sobre o vale de ossos secos. “Filho do homem, poderão reviver esses ossos? Senhor Deus, tu o sabes”.
· Uma igreja morta, enferma e sonolenta precisa ser reavivada pelo Espírito Santo - Só o Espírito Santo pode dar vida, e restaurar a vida. Só o sopro de Deus pode fazer com que o vale de ossos secos transforme-se num exército. Jesus é aquele que tem o Espírito e o derrama sobre a sua igreja.
· É pelo poder do Espírito que a igreja se levanta da morte, do sono e do mundanismo para servir a Deus com entusiasmo.
· Jesus é quem envia o Espírito à igreja para reavivá-la - O Espírito Santo é o Espírito de vida para uma igreja morta. Quando ele sopra, a igreja morta e moribunda levanta-se. Quando ele sopra nossa adoração formal passa a ter vida exuberante. Quando ele sopra os crentes têm deleite na oração. Quando ele sopra os crentes são tomados por uma alegria indizível. Quando ele sopra os crentes testemunham de Cristo com poder.
· A Palavra diz que devemos orar no Espírito, pregar no Espírito, adorar no Espírito, viver no Espírito e andar no Espírito. Uma igreja inerte só pode ser reavivada por ele. Uma igreja sonolenta só pode ser despertada por ele. Uma igreja fraca, fortalecida. Uma igreja morta, receber vida.
· Oh! que sejamos crentes cheios do Espírito de Cristo. Uma coisa é possuir o Espírito, outra é ser possuído por ele. Uma coisa é ser habitado pelo Espírito, outra é ser cheio do Espírito. Uma coisa é ter o Espírito residente, outra é ter o Espírito presidente.

IV. AS BÊNÇÃOS DO REAVIVAMENTO

1. Santidade agora, é garantia de glória no futuro – v. 5
· A maioria dos crentes de Sardes tinha contaminado suas vestiduras, isto é, tornaram-se impuros pelo pecado. O vencedor receberia vestes brancas, símbolo de festa, pureza, felicidade e vitória. Sem santidade não há salvação. Sem santificação ninguém verá a Deus. Sem vida com Deus aqui, não haverá vida com Deus no céu. Sem santidade na terra não há glória no céu.

2. Quem não se envergonha de Cristo agora, terá seu nome proclamado no céu por Cristo – v. 5
· Quando uma pessoa morre, tiramos o atestado de óbito. Tira o nome do livro dos vivos. Os nomes dos mortos não constam no registro dos vivos. O salvo jamais será tirado do rol do céu.
· Aqueles que estão mortos espiritualmente e negam a Cristo nesta vida não têm seus nomes escritos no livro da Vida. Mas aqueles que confessam a Cristo, e não se envergonham do seu nome, terão seus nomes confirmados no livro da vida e seus nomes confessados por Cristo diante do Pai. Os crentes fiéis confessam e são confessados.
· Nosso nome pode constar do registro de uma igreja sem estar no registro de Deus. Ter apenas a reputação de estar vivo é insuficiente. Importa que o nosso nome esteja no livro da vida a fim de que seja proclamado por Cristo no céu (Mt 10:32).

CONCLUSÃO

Quem tem ouvidos, ouça o que Espírito diz às igrejas! Que Deus envie sobre nós, nestes dias, um poderoso reavivamento!



Um fazendeiro, que lutava com muitas dificuldades possuía alguns cavalos para ajudar nos trabalhos em sua pequena fazenda.Um dia, seu capataz veio trazer a noticia de que um dos cavalos havia caído num velho poço abandonado. O poço era muito profundo e seria extremamente difícil tirar o cavalo de lá. O fazendeiro foi rapidamente até o local do acidente, avaliou a situação certificando-se que o animal não se machucara. Mas, pela dificuldade e alto custo de retira-lo do fundo do poço, achou que não valeria a pena investir numa operação de resgate.Tomou então a difícil decisão: determinou ao capataz que sacrificasse o animal, jogando terra no poço até enterra-lo alimesmo. E assim foi feito: Os empregados, comandados pelo capataz, começaram a lançar terra para dentro do buraco de forma a cobrir o cavalo... Mas, a medida que a terra caia em seu dorso, animal sacudia e ela ia se acumulando no fundo, possibilitando ao cavalo ir subindo.Logo os homens perceberam que o cavalo nao se deixava enterrar, mas, ao contrário, estava subindo a medida que a terra enchia o poço, até que finalmente conseguiu sair. Sabendo do caso, o fazendeiro ficou muito satisfeito e o cavalo viveu ainda muitos anos servindo ao seu dono na fazenda.
CONCLUSÃO
Se você estiver "LÁ EMBAIXO", sentindo-se pouco valorizado. Quando, já certos de seu desaparecimento, os outros jogarem sobre você a terra da incompreensão, da falta de oportunidades e de apoio, lembre-se dessecavalo...Não aceite a terra que cai sobre você... Sacuda-a e suba sobre ela. E quanto mais terra, mais você vai subindo..., subindo..., subindo..., aprendendo a sair do poço.

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